Narmer ou Menés - Faraó do Egito Antigo

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Narmer ou Menés - Faraó do Egito Antigo

Narmer (Menés ou Meni) foi um faraó da Época Tinita (século XXXII a.C.) do Antigo Egito. Ele foi provavelmente o sucessor do faraó protodinástico Escorpião II (ou Selk) e/ou Ka, e é considerado como sendo o unificador do Egito e fundador da Primeira Dinastia, e portanto o primeiro faraó do Egito unificado.

A identidade de Narmer está sujeita a contínuo debate, embora o consenso dos egiptólogos é de que Narmer foi o faraó protodinástico Menés (ou Merinar revertendo dois hieróglifos que escrevem Narmer). Menés é também creditado com a unificação do Egito, como o primeiro faraó. Esta conclusão de identidade conjunta é evidenciada por diferentes titularias reais em registros arqueológicos e históricos, respectivamente.

Faraó do Egito

Narmer, na tradicional pose onde golpeia os inimigos do Egito, produzida na Paleta de Narmer 3100 a.C.

Reinado

3100 a.C. a 3050 a.C.

Predecessor

Crocodilo

Sucessor

Hórus Aha

Título Real

Nome: Narmer

Esposa(s)

Neithhotep

Mãe

Rainha Shesh I

Tumba

Tumba B17/B18, Umm el-Qa'ab, Abidos

Nome e identidade

O comumente usado nome Narmer é uma interpretação do nome Hórus, um elemento da titularia real associado com o deus Hórus, e é mais integralmente dado como Hor(us) Nermeru, ou Hor(us) Merinar quando revertendo a pronunciação de 2 hieróglifos no nome.

Nos hieróglifos egípcios, Narmer é representado foneticamente pelo hieróglifo peixe-gato (n’r) e cinzel (mr).

Narmer e Menés

Pela Época Tinita, o registro arqueológico refere-se ao faraó por estes nomes Hórus, enquanto os registros históricos, como evidenciados nas listas de Turim e Abidos, usam uma titularia real alternativo, o nome Nebty. Diferentes elementos titulares do faraó foram muitas vezes usados isoladamente, por razões de brevidade, embora a escolha varie de acordo com a circunstância e período.

A corrente da egiptologia central segue o consenso de achados de Petrie em reconciliação com os dois registros e conecta o nome Hórus Narmer (arqueológico) com o nome nebty Menés (histórico). Lloyd (1994) encontrou a identificação "extremamente provável", e Cervelló-Autuori (2003) categoricamente afirma que "Menés e Narmer são a mesma pessoa e a Primeira Dinastia começa com ele".

Reinado

A famosa Paleta de Narmer, descoberta no ano de 1898 em Hierakonpolis, mostra Narmer exibindo a insígnia tanto do Baixo quanto do Alto Egito, dando origem à teoria que ele unificou os dois reinos em 3100 a.C.

O consenso egiptólogo geral identificando Narmer como Menés não é de forma universal. Isto tem implicações para o acordado da história do Egito Antigo. Alguns egiptólogos defendem que Menés é a mesma pessoa que Hor-Aha, e que ele herdou um Egito já unificado de Narmer; outros acham que Narmer iniciou o processo de unificação, conseguindo parcialmente este feito, deixando a conclusão para Menés.

No sítio de Nahal Tillah, um caco de cerâmica foi encontrado com o serekh do rei Narmer mostrando que os reis egípcios tinham cinco nomes reais, um dos quais inclui também os sinais de min (Menés), sem título ainda mas adjacente ao nome de Hórus de Narmer. Isso levaria a conclusão de que os nomes reais de Menés incluem Narmer. No entanto, há contradições dentro de cada ostraca que menciona Menés, impedindo qualquer prova definitiva de sua identidade. A lista de reis recentemente encontrada nas tumbas de Den e Qa'a ambas listam Narmer como o fundador da sua dinastia, que foi seguido por Hor-Aha (mas Menés estava ausente).

Outra teoria é igualmente plausível que Narmer foi o sucessor imediato para o rei que conseguiu unificar o Egito (talvez Escorpião II, cujo nome foi encontrado em uma cabeça de clava também descoberta em Hierakonpolis), mas ele adotou símbolos de unificação que já haviam sido usados talvez por uma geração.

Sua esposa provavelmente tenha sido Neithhotep (literalmente: "Neith está satisfeita"), uma princesa do norte do Egito. Inscrições com o seu nome foram encontradas em tumbas pertencentes aos sucessores imediatos de Narmer, Hor-Aha e Djer, insinuando que ela era mãe de Hor-Aha.

Tumbas e artefatos

A tumba de Narmer é composta por duas câmaras unidas (B17 e B18) encontradas na região de Umm el-Qa’ab de Abidos. Está localizada ao junto ao túmulo de Ka, que governou Tinis pouco antes dele.

Durante o verão de 1994, a expedição de escavadeiras de Nahal Tillah, no sul de Israel, descobriu um fragmento de cerâmica incisa (ostraca) com o sinal do serekh de Narmer, o mesmo indivíduo, cuja paleta cerimonial de ardósia foi encontrada por James E. Quibell no Alto Egito. A ostraca foi encontrado em uma grande plataforma circular, possivelmente as bases de um silo de armazenamento em Halif Terrace. Datado de 3000 a.C., estudos mineralógicos do fragmento concluem que é um fragmento de uma garrafa de vinho que havia sido importado do Vale do Nilo para Canaã.

Narmer havia produzido cerâmica egípcia no sul de Canaã – com o seu nome estampado nos vasos – e depois exportou de volta para o Egito. Os locais de produção incluem Tel Arad, Ein HaBesor, Rafah, e Tel Erani.

Estátua de alabastro de uma divindade em forma de babuíno com o nome do faraó Narmer inscrito na base, em exibição no Museu Egípcio de Berlim.

Um vaso de lama de vedação, indicando que o conteúdo veio do espólio do faraó Narmer. Originalmente de Tarkhan, agora em exibição no Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque.

Cabeça da clava de Narmer, em exibição no Ashmolean Museum, Oxford, Grã-Bretanha.

Fragmento de cerâmica com com o serekh e o nome do faraó Narmer, em exibição no Museu de Belas Artes de Boston.

Frente e verso da Paleta de Narmer, em exibição no Museu Real de Ontário, em Toronto, Canadá

 
 

Precedido por
Crocodilo

Faraós do Egito

Sucedido por
Hórus Aha

 
 
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