Djedefré - Faraó do Egito Antigo - Egito Antigo

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Djedefré - Faraó do Egito Antigo

Djedefré ou Radjedef, foi um faraó egípcio, filho e sucessor imediato de Quéops. Não se sabe quem foi a sua mãe. Seu nome significa "Duradouro como Rá". Djedefré foi o primeiro rei do Egito a usar o título "O Filho do Deus Sol" como parte da titulação real, o que é visto como uma indicação da crescente popularidade do culto ao deus Sol, .

Faraó do Egito

Cabeça de granito vermelho de Djedefré de Abu Rawash, Museu do Louvre

Reinado

2566 a.C. e 2558 a.C

Predecessor

Khufu (Quéops)

Sucessor

Khafre (Quéfren)

Esposas

Hetep-heres II, Khentetka

Filhos

Setka, Baka e Hernet, e uma filha: Neferhetepes

Ele se casou com sua meia-irmã Hetep-heres II, que era viúva do seu irmão Kawab, o que pode ter sido necessário para legitimar suas pretensões ao trono, uma vez que sua mãe fora um das menores mulheres de Quéops. Ele também teve outra esposa, Khentetka, com quem teve ao menos três filhos: Setka, Baka e Hernet, e uma filha: Neferhetepes. Esses filhos são atestados por fragmentos estatuários encontrados no templo mortuário em ruínas em Abu Roash, junto à sua pirâmide.

Djedefré ordenou a construção da sua pirâmide em Abu Roach, diferente de seu pai e, mais tarde, de seus sucessores (Quéfren e Miquerinos), que construíram suas pirâmides na necrópole de Gizé. A pirâmide de Djedefré, Abu Rawash, possuía aproximadamente 66,2 metros de altura e 106 metros de comprimento. Entretanto, diferente das de seus familiares, sua pirâmide encontra-se totalmente em ruínas atualmente. A descoberta da existência dessas ruínas aconteceu no início do século XX, por um arqueólogo francês.

No local, foram encontradas diversas estátuas do faraó Djedefré, todas com deteriorações, com a face depredada e parcialmente quebradas. Por esse motivo, a suposição inicial e que perdurou por muitos anos era a de que Djedefré havia rompido com sua família após assassinar o irmão Kawab, que seria o sucessor de Quéops, para assumir o trono após a morte de seu pai, e assim construiu sua pirâmide em um local diferente do resto de sua família. Acreditava-se também que seu irmão, Quéfren, o teria assassinado, tomado o trono e destruído tudo relativo ao irmão: suas estátuas e sua pirâmide.

Entretanto, estudos recentes, realizados nas últimas décadas têm comprovado uma visão totalmente diferente. No início, acreditava-se que o governo de Djedefré houvesse durado apenas oito anos, de acordo com o que está escrito no Papiro de Turim. Mas informações encontradas na necrópole de Gizé mostram que, na verdade, seu reinado durou entre 22 e 23 anos. Isso pôs abaixo a teoria de que Djedefré poderia não ter tido tempo de terminar sua pirâmide, justificando a existência de somente escombros. Hoje a teoria mais aceita e com maior número de evidências arqueológicas é a de que a pirâmide tenha sido saqueada pelos romanos durante o governo do imperador Otaviano, uma vez que a pirâmide fora construída com um grande número de rochas de granito, material valioso na época da dominação romana do Egito.

Supõe-se que Djedefré queria a princípio revestir sua pirâmide inteira de granito, mas isso não foi possível considerando que a fonte do material encontrava-se a mais de 900 km de distância, sendo necessário transporte pelo Rio Nilo, quando este estava em seu período de cheias. Sendo assim, somente a base da pirâmide foi revestida desse material.

Por um período houve também uma discussão entre egiptólogos e arqueólogos, questionando se a construção era mesmo de uma pirâmide ou de um templo solar. Entretanto, com a descoberta de uma câmara mortuária, sem o sarcófago do faraó, ficou comprovado que as ruínas pertenceram de fato a uma pirâmide.

Uma das descobertas mais importantes foi, sem dúvida, a de um barco localizado perto da pirâmide de seu pai, Quéops, com as inscrições do nome de Djedefré, mostrando dois fatos importantes: o primeiro de que, se Djedefré havia dado o barco à tumba de seu pai, não faria sentido dizer que ele havia cortado relações com sua família. O segundo mostrava que, devido a data da inscrição, o reinado de Djedefré havia durado sim mais que oito anos. E, para alguns egiptólogos o rosto representado na Esfinge de Gizé pertencia a Quéops, e que Djedefré mandou que a construíssem como uma espécie de homenagem a seu pai.

Além disso, muitos outros achados mostram que o templo da pirâmide recebeu muitas oferendas e fora utilizado muitos anos após a morte do faraó, o que concluía que a pirâmide havia sido realmente acabada, e que Djedefré não fora um rei rechaçado como se acreditava anteriormente, uma vez que seu povo continuou a idolatrá-lo por muitos anos após a sua morte. Outros estudos mostraram que seu irmão mais velho, Kawab, morrera possivelmente de causas naturais e não assassinado por Djedefré.

 
 
 
 
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